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Tem poucos amigos? Talvez você esteja entre as pessoas mais inteligentes do mundo - Qual a relação? -

Se você prefere passar o fim de semana em casa sozinho do que sair com amigos, um novo estudo diz que provavelmente é porque você é mais esperto do que eles. Um dos psicólogos e gerentes de comunicações da MENSA (UK) conta por que pessoas inteligentes são solitárias.

Se você já recebeu ligações ou mensagens de algum amigo dizendo que vocês precisam conversar - porque você está muito distante, muito isso, muito aquilo - e depois de toda aquela ladainha, talvez você tenha se perguntam porque você tem amigos. Talvez você prefira ficar sozinho assistindo Netflix, lendo seus livros, escrevendo em seu blog ou simplesmente não fazendo nada.

Se isto já lhe aconteceu ou você se sente desta forma, eu tenho uma boa notícia. De acordo com um novo estudo, esse desejo de se isolar pode ser um sintoma de que você é inteligente: Satoshia Kanazawa e Norma Li, psicólogos evolucionistas no Reino Unido, recentemente atestaram a genialidade dos solitários. Seus dados constataram que, embora a felicidade da maioria das pessoas aumentaram em correlação com uma diminuição da densidade populacional (bem como com um alto nível de interações sociais com os entes queridos) pessoas que são "extremamente inteligentes" são realmente mais felizes quando elas não gastam tempo com os outros.

"Os indivíduos mais inteligentes possuem menor satisfação na vida quando saem com amigos ou se socializam com frequência."  - Satoshia Kanazawa e Norma Li

Mas não se desespere se você é inteligente e não se encaixa no perfil, toda regra tem sua exceção. Segundo Ann Clarkson, gerente de comunicações da divisão britânica do MENSA, estes resultados são "provavelmente parte da personalidade, porque você pode ter tanto pessoas extrovertidas como introvertidas com um alto QI."



Mas Clarkson faz um alerta. "Reconhece-se também que pessoas muito inteligentes podem às vezes se sentir isoladas daqueles ao seu redor só porque eles pensam e veem o mundo de forma diferente. Encontrar alguém que processe informações como você pode ser difícil se o seu cérebro funciona da mesma forma que apenas dois por cento da população ", disse ela.
Esse número citado por Clarkson, dois por cento, refere-se apenas ao grupo de pessoas que fazem parte da MENSA e os que fizeram parte da pesquisa. Não é o número exato de pessoas altamente inteligentes que existem no mundo.

Dr. Robert Sternberg é professor de desenvolvimento humano na Universidade de Cornell, especializado em inteligência e relacionamentos. "Não há nenhum significado psicológico para a palavra "muito inteligente". Psicólogos tem muitas opiniões conflitantes sobre o que constitui grande inteligência, pois existem muitos tipos diferentes. 
"Na minha própria teoria de inteligência eu separo o quociente de inteligência (QI), a inteligência criativa e a inteligência prática (senso comum)", diz ele. "Alto QI não garante qualquer um dos dois últimos. A nossa escola premia crianças com QI tão alto que elas acabam não sendo incentivadas a desenvolver alta inteligência social / emocional / prática, com resultados infelizes."

A teoria de Kanazawa e Li chamada "teoria da savana da felicidade" é apresentada em termos da psicologia evolutiva. As situações que vivenciamos hoje são vistas no contexto das nossas experiências ancestrais. De acordo com o Washington Post , os investigadores "teorizam que o caçador coleta estilos de vida dos nossos ancestrais que formam a base para o que nos faz feliz hoje". As pessoas inteligentes podem lidar com os desafios melhor por conta própria do que as pessoas menos inteligentes, assim, as relações podem ser menos importantes, mas, como o Dr. Sternberg aponta, "um desafio com a psicologia evolucionista é que ela obriga-nos a imaginar como era a vida em tempos pré-históricos, e temos bastante dificuldade para imaginar como era na Idade Média, ou mesmo da década de 1940".

Ele explica porque pessoas altamente inteligentes geralmente desejam menos amizades: "Porque elas são excepcionais e susceptíveis de serem usadas pelos amigos, como na escola, eles geralmente preferem fazer os trabalhos sozinho do que em um grupo de colegas." Ele também explica que "nem sempre é a criança mais esperta (ou adulto) em um grupo que prevalece, na verdade pessoas mais inteligentes tendem a receber ordens de pessoas menos inteligentes. Além disso, pessoas muito inteligentes podem ser apenas muito preocupadas com a carreira para passar o tempo falando excensivamente com os amigos."

Mas isso é apenas um lado da história, de outro ângulo Dr. Sternberg explica que "pessoas muito inteligentes são aquelas que mais precisam de amigos, porque sua alta inteligência nem sempre se traduz em alta inteligência social / emocional / prática."
Existem pessoas que são tecnicamente muito inteligentes, mas suas habilidades interpessoais são tão ruins que elas acabam evitando contato pessoal, e, não conseguem atingir seus objetivos. "A pessoa inteligente pode não conseguir obter bons resultados, porque ela não sabe como interagir com pessoas nem persuadi-las", explicou o Dr. Sternberg.

"A alta inteligência está correlacionada com a inteligência social, emocional e prática", continuou ele. "Ironicamente, a pessoa inteligente que não quer interagir com os outros pode ser a pessoa que mais precise de interação para ter sucesso na vida."

Se você acredita que está no grupo dos menos inteligentes, não se preocupe porque você também é um gênio, você pode ser ruim com números ou em lógica, mas brilhante com alguma outra coisa digamos... criativa.

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Fontes:
Todas no texto - Na forma de hiperlinks

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